747.279

Este é o número atualizado em 2011 de profissionais (advogados), estagiários e suplementares divulgado pela OAB e compartilhado pelo site Espaço Vital na edição de hoje.

Temos 1240 cursos de Direito no Brasil, muito além dos 1.100 cursos espalhados no mundo. São cerca de 110 mil bacharéis em Direito que se matriculam a cada Exame de Ordem.

O que fazer, perguntarão muitos. Outros tantos dirão que a prova da OAB tem o "dever" de segurar que não dobre os 750 mil do título nos próximos três anos. Mas só isso ajuda? E esta é a melhor forma de "peneirar" ou equilibrar o mercado??

Desconfio que o problema do "em cada esquina tem um advogado" não será solucionado sem o fechamento de vagas de faculdades legítimas caça-níqueis, sem biblioteca adequada e corpo docente que "escraviza" seus alunos em pastas em xerox.

Parece que a leitura foi banida em muitas delas, trabalhos substituem provas porque não podem rodar seus alunos, tratados como clientes, e cliente sempre tem a razão, caso contrário, tem uma faculdade do outro lado da rua e que concede notas para chegar até o dia do canudo.

Pensadores no mundo jurídico? Artigo de luxo. Novas teses e teorias estão praticamente enterradas. Os "clássicos" morreram e os atualizadores são simples atualizadores.

"Cursos" e "Tratados" não têm mais lugar nas prateleiras das livrarias, porque não vendem. O mundo jurídico também virou prático e precisa de respostas facilitadas, mastigadas e esquematizadas. Ajuda de forma imediata, mas e depois?

Ninguém mais quer preencher a sua "cuca" com informações que não precisará depois, muito menos estudá-las. O resumo do resumo serve para alcançar a média e era isso.

Será que as provas de concursos e da OAB ficaram extremamente difíceis (leia-se "evoluiu") ou a qualidade geral do ensino jurídico não evoluiu por todas as razões acima?

De todas as alternativas, prefiro que enxuguem as vagas nas faculdades e fiscalizem, mas de forma EFETIVA baseado em padrões e conceitos pedagógicos concretos mais difíceis de serem alcançados. Chega de quadro, giz e professor nos cursos jurídicos.

2 comentários:

jose disse...

A OAB e o MEC deixaram chegar em um ponto em que os bacharéis e os advogados estão sendo penalizados. Os bacharéis ficaram cinco anos em uma faculdade muitas vezes recebendo um péssimo ensino e ao sair dessas instituições não podem exercer uma profissão pois não conseguem passar por vários motivos no exame de ordem e a OAB também não ajuda em nada na formação dos novos profissionais só critica.Os advogados porque existem muitos e na sua grande maioria não conseguem o sustento com a sua profissão, porem a OAB também não faz nada para ajudá-los.
Eu não concordo que o exame tenha que ter o dever de peneirar ou equilibrar o mercado, pois isso seria reserva de mercado e isso é injusto com quem passa cinco anos em uma faculdade, isso tem que ser feito na entrada da faculdade e durante ela e não depois.
Fechar o número de vagas não melhora o ensino apenas diminui a entrada de pessoas na faculdade, isso pode ser bom no inicio mas se não vier outras mudanças junto não adianta nada.
Em relação ao estudo eu concordo que falta mais cobrança das faculdades para que os alunos estudem mais, leiam façam provas, trabalhos, e raciocinem mais.
Em relação a estudar pelo resumo do resumo o para alcançar a media isso não acontece só na faculdade mas também no estudo para o exame de ordem e para os concursos.
Mesmo com todas essas deficiências que existem nas faculdades não podemos fechar os olhos também para a maneira como esta sendo conduzido o exame de ordem pela OAB/FGV e antes pelo CESPE, as provas tanto da primeira fase quanto da segunda estão sendo feitas de uma maneira para reprovar o maior numero de pessoas, perguntas grandes com pegadinhas cobrando coisas de uma pessoa com experiência profissional, só ver essa ultima prova de trabalho na como foi feita para reprovar e não para avaliar, pois estava muito grande para apenas cinco horas de prova, não podemos esquecer-nos de como é feita a correção da segunda fase, eles corrigem da maneira que eles querem para reprovar o máximo.
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Anônimo disse...

Somente os bobos ainda não perseberam que a ordem dos advogados, quer é arrecadar.